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Esgotamento sanitário

Após a utilização da água nos imóveis é gerado o esgoto doméstico, que pode contaminar o meio ambiente e provocar doenças. A Embasa coleta, trata e dá destinação final adequada a esse efluente rico em carga orgânica e principal poluidor de rios situados em áreas com ocupação urbana.

Os proprietários ou moradores devem ligar a rede interna de esgotamento sanitário de seus imóveis no ramal domiciliar da rede coletora de esgotos disponibilizados em via pública. Do ramal, o esgoto coletado segue pela rede, por gravidade, até tubulações maiores, que enviam os esgotos até as estações elevatórias. Nessas estações, as bombas elevam e conduzem os esgotos de pontos mais baixos para locais mais elevados, fazendo com que cheguem até a estação de tratamento.

O esgoto coletado pela Embasa, na maior parte da Bahia, é tratado por processo biológico e se transforma em efluente livre de carga orgânica e de microorganismos transmissores de doenças. Neste processo, as bactérias são o principal agente de tratamento. As técnicas e equipamentos empregados variam de acordo com as condições locais, mas o principio é sempre o mesmo.

A Embasa adota, atualmente, cerca de 25 técnicas de tratamento biológico por oxidação aeróbia e/ou anaeróbia. Quase todas elas combinam a utilização de bactérias que digerem a matéria orgânica utilizando gás carbônico (CO2/oxidação anaeróbia), com bactérias que fazem esta digestão utilizando oxigênio (O2/oxidação aeróbia).

Depois que toda a matéria orgânica do esgoto é consumida, o efluente segue para outro ambiente, onde bactérias e vírus são eliminados. Existem três maneiras de desinfetar o efluente tratado: bactérias, radiação ultravioleta ou cloro.

A qualidade do efluente tratado segue os parâmetros determinados por resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) e pode ser reutilizado na irrigação de culturas agrícolas ou de áreas verdes.

Disposição oceânica

Em grandes cidades litorâneas, como Salvador, o esgoto coletado passa pelo processo de condicionamento prévio em que as partículas sólidas são separadas do efluente, que segue por emissários terrestre e submarino até a dispersão no oceano, em distância e profundidade seguras, sem oferecer riscos ao meio ambiente.

Em Salvador, existem dois emissários submarinos: o do Rio Vermelho e o da Boca do Rio. Os dois possuem licenças ambientais do Ibama.

Rio Vermelho

Inaugurado em 1975, o emissário do Rio Vermelho tem capacidade de processamento de 8,3 mil litros por segundo e opera com 7,5 mil litros de efluentes por segundo. Após condicionamento, os esgotos são conduzidos ao emissário e lançados ao mar em uma profundidade de 27 metros, a 2.350 metros da costa.

Boca do Rio

Inaugurado em 2011, o emissário da Boca do Rio foi construído para dar destinação adequada aos esgotos domésticos coletados na área norte de Salvador, em bacias de esgotamento como Saboeiro, Baixo e Alto Pituaçu, Baixo e Médio Jaguaribe, Mangabeira, Itapuã e Flamengo. Após a conclusão das bacias Trobogy, Cambunas e Águas Claras, em Salvador, e do sistema de esgotamento sanitário de Lauro de Freitas, os esgotos domésticos dessas áreas serão direcionados para o sistema de disposição oceânica (SDO) Jaguaribe do qual faz parte o emissário da Boca do Rio. O SDO Jaguaribe tem capacidade para processar 5,9 mil litros de efluentes por segundo e seu emissário submarino tem 3.670 metros de extensão com dispersores situados numa profundidade de 45 metros.

O SDO Jaguaribe é um investimento de R$ 619.460.000,00 resultante de uma parceria público privada com o consórcio BRK Jaguaribe, que é responsável pela operação do equipamento até 2025. 

Informações

Esgoto doméstico em estado bruto não deve ser lançado em rios, lagoas ou a céu aberto, pois contaminam os cursos d'água e causam doenças sérias como verminoses, hepatite e micoses.

Todos os imóveis devem fazer sua ligação à rede pública de esgotos, pois além de preservar o meio ambiente é uma obrigação, prevista em lei, do proprietário ou morador do imóvel. A Embasa sempre avisa aos moradores quando conclui uma rede. Agentes da empresa cadastram os imóveis, deixando a opção para o serviço de ligação ser feito pelo proprietário, sob supervisão, ou por funcionários da empresa, mediante pagamento pelo serviço de ligação parcelado na conta de água e esgoto.

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